Para mim, as chamas mais bonitas do mundo estão em Andong, na Coreia.
Elas não são lançadas muito alto no céu.
Não há explosões ensurdecedoras.
Milhares de fogos também não estouram todos de uma vez.
Em vez disso, quando a noite cai sobre o rio Nakdong, pequenos pontos de fogo começam a aparecer um por um.
Faíscas minúsculas descem por longas cordas estendidas entre o penhasco Buyongdae e o bosque de pinheiros Mansongjeong.
No começo, são apenas algumas linhas.
Depois, quase sem perceber, uma enorme cortina de fogo se forma sobre o rio.
Ela balança com o vento, as brasas caem devagar e a luz volta a tremer sobre a água.
Então, em certo momento, as pessoas gritam juntas.
“Nakhwa-ya!”
Uma grande massa de fogo cai do alto do penhasco.
Ao bater nas pedras, ela se espalha em incontáveis pontos de luz.
Para alguns, são faíscas voando pelo ar.
Para outros, são pétalas de flores caindo.
É por causa dessa cena que considero Andong um dos lugares da Coreia que vale a pena visitar pelo menos uma vez.
Hahoe Seonyu Julbulnori.
Para mim, é aqui que se pode ver as chamas mais bonitas do mundo.

Os fogos tradicionais coreanos nem sempre explodem no céu
O Hahoe Seonyu Julbulnori usa o rio Nakdong, o penhasco Buyongdae e Mansongjeong, na Aldeia Hahoe de Andong, como um único grande palco.
A cidade de Andong o apresenta como uma tradição de pungryu — o prazer cultivado da poesia, da música, da bebida e da paisagem — e um jogo de fogo apreciado pelos eruditos de Hahoe há cerca de 450 anos. Na apresentação atual, julbul, nakhwa, pequenas luzes flutuando no rio e o seonyu em barcos se combinam em uma única cena.
A primeira coisa que chama a atenção é o julbul, as linhas de fogo.
Longas cordas são estendidas entre Buyongdae e Mansongjeong, e pequenos saquinhos com pó de carvão são presos a elas.
Quando acesos, eles não explodem todos de uma vez como fogos de artifício modernos.
Eles queimam lentamente.
E continuam soltando pequenas brasas para baixo.
De longe, parece menos que faíscas estão caindo e mais que uma chuva feita de luz está descendo.
Abaixo está o rio Nakdong.
Algumas brasas desaparecem antes de tocar a água, enquanto seus reflexos parecem balançar por mais tempo do que o próprio fogo.
O fogo desce de cima,
e, embaixo, parece fluir uma segunda vez.
Por isso o Hahoe Seonyu Julbulnori não é simplesmente um evento para ver fogos de artifício.
É uma paisagem que só fica completa quando rio, penhasco, pinheiros e noite estão todos juntos.
Então entram os barcos.
É o seonyu.
Durante a era Joseon, os eruditos colocavam barcos no rio, compunham poemas e apreciavam música, bebida e paisagem.
Pequenas luzes também flutuam sobre a água.
E, no fim, o fogo cai de Buyongdae.
Nakhwa.
“Nakhwa-ya”
Isto é algo que vale a pena ouvir no próprio lugar.
As pessoas esperam.
E quando chega o momento de o fogo cair de Buyongdae, todos gritam juntos.
“Nakhwa-ya!”
Naquele instante, um feixe em chamas cai do alto do penhasco.
Ele não simplesmente despenca em linha reta e desaparece.
Ele se rompe ao bater no penhasco e nas pedras.
Uma grande chama se transforma em dezenas, depois centenas de pequenas brasas espalhadas pelo ar da noite.
Ao assistir, não tenho vontade de forçar a palavra “nakhwa” a ter apenas um significado.
Para alguns, é fogo se espalhando pelo ar.
Para outros, são pétalas de flores descendo.
O que cai é fogo, mas parece uma flor perdendo suas pétalas.
Quando vemos as brasas vermelhas pairarem por alguns instantes no vento e depois desaparecerem, entendemos por que esse grito curto fica na memória.
“Nakhwa-ya.”
O som atravessa o rio.
Buyongdae fica atrás,
o Nakdong à frente,
e o julbul cai do alto como chuva.
É uma cena que precisa ser vista no local.
Não importa o tamanho da explicação: um único vídeo torna a estrutura imediatamente compreensível.
Ver primeiro como funciona em vídeo torna a experiência real ainda mais interessante.
No vídeo, a tela inteira pode parecer tomada pelo fogo. No local, também se vê a escuridão entre uma linha de luz e outra.
Essa escuridão faz cada pequena brasa aparecer com mais nitidez.
Para mim, essa é a maior diferença em relação aos fogos de artifício modernos.
Planeje a viagem a Andong a partir da data do Julbulnori
Há uma informação de viagem mais importante do que todas as outras.
O Hahoe Seonyu Julbulnori não acontece todos os dias.
Não escolha uma data qualquer para Andong pensando: “Naquela noite, talvez dê para encaixar o julbul.”
Faça o contrário.
Primeiro confira o calendário do Julbulnori e depois monte a viagem a Andong em torno dessa data.
Em 2026, foram programadas dez apresentações do Hahoe Seonyu Julbulnori, e Andong atualmente anuncia outra apresentação na área de Buyongdae, na Aldeia Hahoe, em 29 de agosto. Datas e sistemas de reserva podem mudar conforme a sessão e o ano, então confira os avisos mais recentes da Aldeia Hahoe e do Andong Tourism antes da viagem.
A primeira coisa a verificar para essa viagem não é o hotel.
Também não é o carro alugado.
Confira primeiro o ingresso do Julbulnori.
Depois organize todo o restante em volta dele.
Andong é mais perto de Seul do que parece
Para um viajante estrangeiro hospedado em Seul, Andong pode soar como uma cidade provincial bem distante.
De trem, a viagem é mais simples do que muitos imaginam.
As informações turísticas de Andong indicam cerca de duas horas de KTX entre a estação Cheongnyangni e Andong.
Por isso recomendo esta rota.
Estação Cheongnyangni, Seul
→ KTX
→ Estação Andong
→ Alugar um carro em Andong
→ Aldeia Hahoe
Não é necessário alugar um carro em Seul e dirigir por várias horas desde o começo.
Especialmente se for sua primeira vez dirigindo na Coreia, chegar a Andong de trem e alugar lá é muito mais confortável do que enfrentar ao mesmo tempo o centro de Seul e a rodovia.

Se puder, alugue o carro em Andong
Ter um carro torna a viagem por Andong muito mais fácil.
Se você pretende apenas visitar a Aldeia Hahoe, o ônibus pode funcionar.
Mas, chegando a Hahoe, provavelmente vai querer ver também Byeongsan Seowon.
De volta à cidade, há a ponte Wolyeonggyo.
Talvez queira visitar a rua do jjimdak.
Também existe a Mammoth Bakery.
Assim que acrescentamos alguns pontos, as distâncias começam a importar.
Por isso, se puder reservar um veículo com retirada em Andong, recomendo alugar localmente.
Para viajantes internacionais, faz sentido começar verificando empresas grandes como Lotte Rent-a-Car ou SK Rent-a-Car.
A Lotte oferece páginas de reserva em inglês, japonês e chinês, além de serviços KTX+carro, e seu negócio internacional de locação está conectado à rede Hertz. A SK Rent-a-Car também oferece reservas em inglês e serviços voltados a estrangeiros ligados à AVIS.
O que realmente importa aqui não é o nome da empresa, mas se existe um veículo disponível para retirada em Andong na data da viagem.
Verifique primeiro a disponibilidade de retirada em Andong na página de reservas.
Se houver, reserve.
Se não houver, combine ônibus e táxis ou consulte outra grande locadora.
Visitantes estrangeiros que pretendem dirigir na Coreia também devem confirmar com antecedência os documentos exigidos pela locadora, como Permissão Internacional para Dirigir, carteira de motorista do país de origem e passaporte.
E mais uma coisa.
Se pretende beber soju de Andong, termine de dirigir antes.
Voltaremos a isso mais adiante.

Hahoe fica mais bonito à noite se você já o viu durante o dia
Você pode chegar à Aldeia Hahoe somente à noite para assistir ao Julbulnori.
Ainda assim, se puder, vá durante o dia primeiro.
Hahoe de dia parece outro lugar.
O rio Nakdong faz uma grande curva ao redor do vilarejo, envolvendo grupos de casas com telhados de telha e palha.
Do outro lado do rio está Buyongdae.
Ao longo da margem fica o bosque de pinheiros Mansongjeong.
É extremamente tranquilo.
Durante o dia, as pessoas observam casas antigas e caminham por vielas estreitas.
Algumas horas depois, o sol se põe.
Cordas são estendidas entre o Buyongdae e o Mansongjeong que você viu mais cedo, e o fogo é aceso.
Pequenas luzes começam a se mover acima do que poucas horas antes era apenas água.
O penhasco vira um fundo preto.
O mesmo lugar se transforma completamente.
Por isso uma viagem para ver o Hahoe Seonyu Julbulnori não consiste apenas em assistir a uma apresentação de uma hora.
É uma viagem em que você guarda a paisagem diurna na memória e vê a mesma paisagem mudar à noite.
Para mim, é preciso observar toda essa transformação para realmente viver a experiência.
Se estiver de carro, inclua Byeongsan Seowon

Se escolher apenas mais um lugar perto da Aldeia Hahoe, escolha Byeongsan Seowon.
Não é necessário enfiar todas as atrações de Andong em um único dia.
Aldeia Hahoe e Byeongsan Seowon são suficientes.
O encanto de Byeongsan Seowon não está em prédios enormes ou luxuosos.
A arquitetura não bloqueia a paisagem.
Sente-se no pavilhão Mandaeru e olhe para fora: o rio Nakdong e a montanha Byeongsan aparecem entre as colunas.
Parece que o edifício foi construído justamente para olhar a montanha e o rio.
Ao explicar a arquitetura tradicional coreana, fala-se muito em harmonia com a natureza. Em Byeongsan Seowon, essa frase deixa de ser uma explicação de livro e vira algo visível diante dos olhos.
O lugar fica ainda mais interessante quando visto junto com a Aldeia Hahoe.
Um é um vilarejo onde pessoas realmente viveram,
o outro, um espaço dedicado ao estudo e à educação.
Depois volte à Aldeia Hahoe e espere o pôr do sol.
Não termine o dia turístico em outro lugar.
Termine com o julbul.
O que comer em Andong?
A comida de Andong é um pouco estranha.
No bom sentido.
A cidade não tem mar, mas é famosa por cavala.
É conhecida como uma cidade confuciana, mas grandes panelas de jjimdak fervem no mercado.
Seu destilado tradicional também é famoso.
E, no meio de tudo isso, uma padaria fundada em 1974 vende milhares de pães de cream cheese todos os dias.
A comida de Andong não pertence a uma única época.
É isso que a torna divertida.
Cavala em uma cidade sem mar

Um dos alimentos mais representativos de Andong é o gangodeungeo, cavala salgada.
Mas Andong não fica no litoral.
É uma cidade do interior.
Então surge uma pergunta natural.
Por que se come cavala em Andong?
A resposta é justamente porque o mar ficava longe.
Antes de caminhões refrigerados e rodovias, transportar até Andong a cavala pescada na costa leste levava tempo.
O peixe não podia simplesmente suportar esse trajeto sem tratamento.
Era necessário sal.
A cavala salgada durante o transporte e a conservação acabou chegando às mesas de Andong, e essa prática virou uma tradição culinária representativa da região.
É isso que torna a cavala salgada de Andong interessante.
Ela não nasceu porque o mar era perto.
Nasceu porque o mar era longe.
Uma dificuldade geográfica virou cultura alimentar.
Hoje existe cadeia refrigerada.
Já não há necessidade prática de conservar o peixe da mesma maneira.
Mesmo assim, as pessoas continuam comendo cavala salgada.
Um método que começou por necessidade permaneceu porque virou sabor e cultura.
Isso já é motivo suficiente para prová-la ao visitar Andong.
Comida de ritual sem ritual
Se quiser algo ainda mais tipicamente andonguense, experimente heotjesabap.
O nome praticamente diz o que é.
Trata-se de uma refeição no estilo dos ritos ancestrais, comida mesmo quando nenhum rito está acontecendo.
Andong é há muito tempo uma região onde a cultura confuciana permaneceu especialmente forte depois do período Joseon.
Vegetais, jeon, carne e outros alimentos colocados nas mesas dos ritos ancestrais naturalmente também entraram na cultura alimentar local.
Com o tempo, pratos semelhantes passaram a ser preparados mesmo em dias sem rito, dando origem ao heotjesabap.
Se a cavala salgada é uma forma de comer a geografia de Andong,
o heotjesabap é mais próximo de comer sua cultura cotidiana.
Agora vamos mudar completamente de clima.
O jjimdak de Andong pertence ao mercado

Vá ao Mercado Antigo de Andong e encontrará a Jjimdak Alley.
A própria cidade apresenta o local como a primeira parada de uma de suas rotas gastronômicas do centro.
Chega um prato grande com frango, batatas, cenouras e macarrão de vidro, tudo coberto por um molho de soja agridoce e salgado.
É uma atmosfera completamente diferente da antiga culinária cerimonial dos yangban.
É comida feita para várias pessoas dividirem a mesa no mercado.
Por isso não é necessário fazer todas as refeições de uma viagem a Andong pertencerem à mesma época.
Coma cavala salgada no almoço,
e jjimdak no dia seguinte.
Isso também é Andong de verdade.
E experimente este pão

Ao chegar ao centro de Andong, há a Mammoth Bakery.
É uma padaria local fundada em Andong em 1974.
Materiais turísticos de Andong a apresentam como uma marca representativa da cidade ao lado de alimentos como cavala salgada e jjimdak. Seu produto mais famoso, o pão de cream cheese, é tão popular que cerca de 5.000 unidades são vendidas por dia.
Não é preciso explicar muito aqui.
Coma um pão de cream cheese.
É um pão macio recheado com cream cheese.
Pode parecer estranho um pão de cream cheese aparecer de repente em uma história sobre uma cidade tradicional como Andong.
Mas viajar é assim.
Visitar um destino histórico não significa comer apenas comidas de um passado distante.
Uma padaria amada pelos moradores durante décadas também faz parte da história da cidade.
Se a Aldeia Hahoe representa séculos de Andong,
a Mammoth Bakery representa Andong a partir dos anos 1970.
As duas coisas são Andong.
Se os pães de cream cheese tiverem acabado, experimente outro.
Os materiais turísticos também citam pão de feijão-vermelho, croquetes e bolo de yuja.
Mesmo assim, numa primeira visita eu escolheria primeiro o pão de cream cheese.
Andong sem soju parece incompleto

E se você está em Andong, há o soju de Andong.
Se já provou soju coreano fora da Coreia, provavelmente imagina a conhecida garrafa verde.
O soju de Andong tem um caráter bastante diferente.
As informações turísticas oficiais de Andong o descrevem como um destilado de arroz, feito a partir de bom arroz fermentado e depois destilado.
Ou seja, primeiro o álcool é fermentado e depois passa pela destilação.
O teor alcoólico e o sabor variam conforme o produtor e o produto.
Alguns sojus de Andong feitos de forma tradicional passam bastante de 40% de álcool.
O aroma também é mais forte.
É uma bebida para tomar em pequenas quantidades.
Então, se você chega a Andong, acha que é igual ao soju de garrafa verde e vira uma dose grande de uma vez, seu roteiro turístico pode se transformar de repente em um roteiro de sono.
Beba devagar.
O soju de Andong não é interessante apenas porque é forte.
Ele combina muito naturalmente com a comida de Andong.
Vai bem com pratos salgados como a cavala,
e também com carne ou jeon.
Também se liga a uma cultura doméstica regional na qual se produzia bebida em casa para receber convidados, realizar ritos ancestrais e marcar ocasiões familiares.
Por isso, se puder, ao menos veja ou compre uma garrafa pequena.
Se gosta de destilados, visitar um produtor ou loja oficial é outra possibilidade. A Minsokju Andong Soju atualmente mantém uma unidade de produção e uma loja de venda direta em Andong.
E mais uma vez:
se estiver usando carro alugado, beba somente depois de terminar completamente de dirigir.
A opção mais simples é estacionar no alojamento ao fim do dia ou comprar uma garrafa para levar.
Se o soju de Andong fizer você perder o Julbulnori, as prioridades ficaram completamente invertidas.
Primeiro o fogo. Depois o soju.
Meu roteiro recomendado de dois dias
Agora vamos montar a viagem na prática.
Dia 1
Saia de Seul pela manhã.
Pegue o KTX na estação Cheongnyangni.
Cerca de duas horas depois, chegue a Andong.
Se possível, retire o carro reservado previamente.
Depois siga em direção à Aldeia Hahoe.
Almoce cavala salgada ou heotjesabap.
Passe a tarde caminhando com calma pela Aldeia Hahoe.
Se tiver tempo e carro, continue até Byeongsan Seowon.
Depois volte à Aldeia Hahoe.
O importante aqui é não querer fazer demais.
Nos dias de Julbulnori, muita gente se reúne.
Estacionamento e deslocamentos podem levar mais tempo que o normal.
Se, no fim da tarde, você dirigir para longe apenas para marcar mais uma atração e acabar perdendo a entrada do Julbulnori, terá perdido o ponto principal do dia.
Volte um pouco mais cedo.
Espere à margem do rio.
O sol se põe.
Mansongjeong escurece.
O contorno de Buyongdae vai desaparecendo.
Então o fogo é aceso.
Primeiro uma linha.
Depois outra.
Pequenas brasas caem sobre o rio.
Um barco passa.
Luz também aparece na água.
E as pessoas gritam.
“Nakhwa-ya!”
Uma grande chama cai.
Ela se espalha.
Para alguns, faíscas voando.
Para outros, pétalas caindo.
Termine o primeiro dia com essa cena.
Dia 2
No dia seguinte, explore o centro de Andong.
Se o horário permitir, caminhe pela ponte Wolyeonggyo.
Depois vá ao centro da cidade.
Coma um pão de cream cheese na loja principal da Mammoth Bakery.
Caminhe até o mercado antigo e coma Andong jjimdak.
A área é fácil o suficiente para percorrer a pé para que a própria cidade a reúna em uma rota gastronômica do centro.
Se quiser comprar soju de Andong, procure nesse momento.
Veja o mercado tradicional,
caminhe por algumas ruas antigas da cidade,
e depois devolva o carro.
Pegue o trem na estação Andong.
À noite, estará de volta a Seul.
Dois dias e uma noite.
Não é muito tempo.
Mas você vê mais da Coreia do que talvez imagine.
Um vilarejo da era Joseon,
uma academia confuciana,
uma cultura de peixe formada no interior,
comida de mercado,
uma padaria local,
um destilado,
e por fim pessoas contemplando o fogo de uma maneira praticada há séculos.
Andong não é uma cidade que exibe a “Coreia antiga” atrás de um vidro
Andong é frequentemente apresentada como uma cidade da cultura tradicional coreana.
Isso não está errado.
Há a Aldeia Hahoe.
Há seowon.
Há cultura confuciana.
Há comida tradicional.
Mas quando se viaja de verdade para lá, percebe-se que Andong não é apenas isso.
O jjimdak continua fervendo no mercado,
uma padaria aberta em 1974 vende milhares de pães de cream cheese por dia,
novas versões do soju tradicional continuam sendo produzidas,
e todos os anos muitas pessoas reservam para ver um jogo de fogo com séculos de história.
As coisas antigas não estão congeladas dentro de um museu.
As pessoas ainda as comem, bebem e assistem hoje.
É por isso que gosto de Andong.
Você vai para ver tradição e acaba vendo vida cotidiana.
Os fogos de artifício geralmente evoluíram ficando maiores
Os fogos modernos foram ficando cada vez maiores.
São lançados mais alto.
Explodem em maior número.
Há mais cores.
Há música.
Em festivais com centenas de milhares de pessoas, o céu inteiro pode se encher de luz.
Isso também é bonito.
Mas o fogo de Andong parece seguir na direção oposta.
É pequeno.
É lento.
Brilha por um instante e desaparece.
Às vezes há alguns segundos de escuridão completa.
Então outra pequena chama aparece.
Por isso você continua olhando por mais tempo.
É possível ver uma única chama queimando.
Ver a velocidade com que ela cai.
Vê-la balançar com o vento.
Ver a água tremendo com a luz refletida.
E quando a maior chama cai, alguém grita.
“Nakhwa-ya.”
Olhar para o fogo enquanto se ouve essa palavra me faz perder a vontade de explicá-lo de maneira excessivamente organizada.
Para alguns, faíscas voando.
Para outros, pétalas caindo.
As duas leituras parecem corretas.
Espere a noite
Se alguém perguntar aonde ir na Coreia além de Seul, há muitas respostas.
Há Busan,
Gyeongju,
e Jeju.
Andong é um pouco mais silenciosa.
Não é uma cidade que impressiona de forma esmagadora desde o primeiro olhar.
A Aldeia Hahoe também é tranquila durante o dia.
O rio Nakdong simplesmente corre devagar.
Então é preciso esperar.
Esperar o sol se pôr.
As pessoas se reunirem à margem do rio.
O fogo ser aceso.
E alguém gritar.
“Nakhwa-ya.”
Então o fogo cai de Buyongdae.
Bate nas pedras.
Incontáveis pontos de luz se espalham pelo ar noturno.
No rio, esse fogo floresce mais uma vez.
É esse momento que eu vou a Andong para ver.
Como cavala salgada,
jjimdak,
e um pão de cream cheese,
e levo uma garrafa de soju de Andong.
Caminho pela Aldeia Hahoe e visito Byeongsan Seowon.
Tudo isso forma uma ótima viagem.
Mas se eu for obrigado a escolher uma única coisa, no fim resta isto.
Espere a noite.
Fique diante do rio Nakdong e veja o fogo ganhar vida.
Para alguns, faíscas voando.
Para outros, pétalas caindo.
Para mim, são as chamas mais bonitas do mundo.
Fontes
- Andong Culture FEEL — Programação e calendário 2026 do Hahoe Seonyu Julbulnori
- Mapa turístico oficial de Andong — KTX Cheongnyangni–Andong e principais informações
- Andong Tourism — Andong Soju
- Andong Tourism — Rota gastronômica do centro
- Andong Tourism, Tasty Andong — Mammoth Bakery
- Lotte Rent-a-Car
- SK Rent-a-Car
- Minsokju Andong Soju — unidade de produção e loja direta

